sexta-feira, março 09, 2007

Claro que é Rock 2007- Boato ou verdade?

Primeiríssima Mão [divulgação oficial daqui 3 semanas]


Durante o feriado prolongado paulista, aquele da revolução constitucionalista, rola o Claro Q É Rock 2007 - Nas Montanhas--> O nome é por causa do local onde vai rolar, em pleno inverno brasileiro, na montanhosa cidade sul- mineira; Poços "Vulcão Adormecido" de Caldas (260Km de SP, 380Km de BH e 440Km do RJ), dentro do estádio municipal, o "Ronaldão", pra público entre 5 e 7 mil pessoas. Naquele esquema: um palco em cada lado do campo, sempre tem show, uma vez em cada gol.


CQÉR 07 [32 bandas em 4 dias]


Claro Q É Póst Rock, sexta-feira (06/07) [7 bandas]


20:00 - Vanguart (MT)

21:00 - Gram (SP)

22:00 - Patife Band (SP)

23:00 - Nação Zumbi (PE)

00:00 - Los Hermanos (RJ)

1:00 - Mutantes (SP)

2:00 - Radiohead (UK)


Claro Q É New Rock, sábado (07/07) [11 bandas]


16:00 - Hats (SP) 17:00 - Ludovic (SP)

18:00 - Walverdes (RS)

19:00 - Rock Rocket (SP)

20:00 - Zefirina Bomba (PB)

21:00 - Cachorro Grande (RS)

22:00 - Moptop (RJ)

23:00 - Autoramas (RJ)

00:00 - Gossip (UK)

1:00 - Artic Monkeys (UK)

2:00 - Bloc Party (UK)


Claro Q É New Rave, domingo (08/07) [9 bandas]


18:00 – Freak Plasma (SP)

19:00 - Multiplex (SP)

20:00 - Digitaria (MG)

21:00 - Montage (CE)

22:00 - Jumbo Elektro (SP)

23:00 - Bonde do Rolê (PR)

00:00 - CSS (SP)

1:00 - Klaxons (UK)

2:00 - Le Tigre (US)


Claro Q É Hard Rock, segunda-feira (09/07) [5 bandas]


15:00 - Pilotus (SP)

16:00 - MQN (GO)

17:00 - Forgotten Boys (SP)

18:00 - Wolfmother (AUS)

19:00 - Queens Of The Stone Age (USA)



Minha namorada Camilla entrou em contato com o Ingresso Fácil (vendedora de ingressos por fone e internet) e a atendente, após 15 minutos, afirmou que a organização do festival está em término de negociação e é bem provável que role mesmo em julho. Pesquisei no site do Bloc Party e não há show marcado no espaço desses quatro dias (o Bloc Party já tem show marcado pra agosto), ou seja, é um bom sinal. Isso ainda é um boato, e muitos podem dizer: "porra, o Pipoko publicou um boato sob risco de se foder", porém já estamos pesquisando e em breve publicaremos se é ou não uma "doce ilusão".


by Felipe Pipoko

quarta-feira, março 07, 2007

((Rapidinhas)) Arcade Fire (Neon Bible) -> I'm from Barcelona e Polyphonic Spree

--> Esse novo disco do Arcade Fire, o Neon Bible, cumpriu as expectativas. O grande fenômeno musical, um grande orgulho de nossa geração, lançou seu novo disco. Todo o tema religioso que permeia a atmosfera musical do trabalho deles dá um encanto a mais. O trabalho instrumental continua impecável, na verdade está aprimorado, bem produzido e totalmente hipnotizante. Os vocais estão angelicais continuam tocando o coração do fã. Sem contar as harmonias, que soam simples e complexas ao mesmo tempo (entenda como quiser). Mas com certeza, ouvir o novo disco do Arcade Fire é um ótimo exercício da mente, das emoções, no momento em que você entra em alpha e esquece por alguns momentos a realidade e viaja no som dessa banda, que parece uma trilha sonora de um sonho.















--> Seguem aí duas opções pra variar um pouco: Polyphonic Spree e I'm from Barcelona. Duas bandas, uma com 24 integrantes (Polyphonic) e outra com 30 (I'm from Barcelona). Parece um exagero, porém acreditem: é um som fora do sério. Indie-rock, psicodelia e um estilo soft-rock à la Belle and Sebastian. Do I'm from Barcelona, vou recomendar, só pra guiá-los, a música We're from Barcelona. É foda demais. Do Polyphonic Spree, posso recomendar a bela canção Overture, Holiday, rica em harmonia instrumental e um ótimo vocal. Como disse, se quiser variar no menu, seguem duas recomendações.

by Felipe Pipoko

terça-feira, março 06, 2007

Beatles LOVE: é de arrepiar!

Ok, esse disco foi lançado em novembro passado, fazem alguns meses mas acho que só me sinto seguro pra falar dele hoje. Não quero cair nos clichês mais comuns ao falar desses caras. Preciso me concentrar em falar desse trabalho deles, e nada mais.

Na verdade, o mérito, por incrível que pareça, não deve ser atribuído aos Fab Four, mas sim ao lendário produtor George Martin e seu filho Giles Martin. George Martin é considerado o quinto Beatle, pois ele é responsável pela esmagadora maioria das produções dos trabalhos da banda inglesa. Embora a banda tenha acabado há mais de 35 anos, o último trabalho dos Beatles mostra a genialidade de George Martin ao brincar com as músicas do quarteto. Autoridade o cara tem de sobra, conhece as canções como ninguém e nesse trabalho ele nos prova essa afirmação. A junção de músicas é a coisa mais fantástica! Embora você tenha ouvido as canções milhares de vezes durante sua vida, esse disco parece uma novidade. O modo como as faixas vocais são destacadas, a bateria de Ringo Starr ganha mais vida, as guitarras de Lennon e Harrison são elevadas à condição celestial e McCartney nos brinda com a genialidade de sua técnica com o baixo, desta vez mais forte.

O repertório foi preparado especialmente para o espetáculo LOVE do Cirque du Soleil (inspirado nas canções dos Beatles, óbvio) e ao ouvir, constata-se que é a trilha perfeita. O início do disco com a canção Because somente com os vocais e os efeitos de Blackbird (os pássaros ao fundo) são de nos deixar loucos para que a próxima faixa inicie. Falando em Blackbird, é incrível o mashup que George Martin fez ao juntar perfeitamente os violões de Blackbird e Yesterday! Nos faz pensar que se trata de uma só canção. Pra mim, o grande destaque é Strawberry Fields Forever que conta com citações de Penny Lane, In my Life, Piggies e Hello goodbye, que estão muito bem introduzidas à canção. Em Being for the Benefit of Mr. Kite você nota trecho da maravilhosa I Want You. Bem, para notar tudo, é necessário ouvir tudo e uma dica: não coloque na opção shuffle, ouça na sequência correta, do 1 ao 26, pois a cada mudança de faixa você nota a evolução de um som para o outro, é genial.

Eu pertenço à geração atual, geração que não viu os Beatles tocar, não viu um disco deles ser lançado. Mesmo assim, me arrepiei ao ouvir o disco pois é mais um reconhecimento ao trabalho tão breve, mas tão marcante de quatro caras que em 7 anos de sucesso, evoluiram tanto, contribuiram tanto para o rock e vai além do rock, contribuiram para solidificação da identidade da cultura ocidental moderna, afinal, quem, num futuro distante, poderá citar o século XX sem citar os Beatles? Como havia dito, embora o som seja antigo, embora o som faça parte de nossas vidas há muito tempo, LOVE nos trás uma sensação incrível de novidade relacionada aos Beatles. Por mais que esse disco seja uma coletânea, soa como novo. E fazer uma coletânea soar como novidade, só os Beatles podem.

by Felipe Pipoko

sábado, março 03, 2007

The Black Angels - essa neo-psicodelia é um sucesso!

Sombrio, o som dos caras é sombrio. Uma psicodelia em alguns momentos sóbria, mas na maior parte relembrando os anos 60. Talvez você possa pensar que devido ao toque sombrio do som o nome da banda é Black Angels. Mas antes de se precipitar, você lembra de uma música do Velvet Underground chamada "The Black Angel's Death Song"? É desse título que eles 'roubaram' o nome da banda. Claramente influenciados pela psicodelia dos anos 60 e pela objetividade e crueza da banda de Lou Reed.

Essa banda de Austin, Texas, lançou em 2006 seu primeiro álbum, o Passover e não decepcionou. Um disco muito bem produzido e com algumas faixas ideais para ouvir num dia de chuva, algumas vezes pra alegrar o dia, outras vezes pra entristecer mais.
A guitarra desliza e se destaca mais que qualquer outro instrumento, embora o teclado faça sua parte perfeitamente. A voz de Alex Maas é suave, porém chega ao auge gritante em algumas músicas, como Manipulation. Se eu fizesse um filme sobre o fim do mundo, com certeza colocaria a faixa 1, Young Men Dead, na trilha sonora. Experimente ouvir esse som ao andar à noite na rua. Parece que o mundo está acabando atrás de você, enquanto você caminha. Na música The First Vietnamese War, viaje na bateria freestyle de Stephanie Bailey e nos efeitos carregados da guitarra de Christian Bland.

Os Black Angels têm boa entrada na mídia mundial, alguns artigos em jornais ingleses (grande merda), outros em revistas especializadas, tem até um podcast da KEXP pra baixar, com uma jam session de ótimos 35 minutos com declarações dos membros e muito som no estúdio da rádio. Eu realmente tô pouco me fodendo se eles vão estourar na mídia, mas acho que eles estão nos passos do Velvet Underground, que foi uma bosta em questão de vendas do primeiro disco, mas se tornou referência eterna. Não estou prevendo que os Black Angels terão um futuro tão glorioso, mas com certeza ao falarmos de rock no futuro, lembraremos dessa banda.

Coloquei o podcast deles na KEXP pra download, vale a pena conferir.



by Felipe Pipoko

quinta-feira, março 01, 2007

The Zutons - a pegada é forte!

Os deuses confabularamentre si e decidiram: vamos escolher um homem pra inventar a internet (o céu e o inferno já tinham essa tecnologia há milênios). Existe aquela visão romântica dos tempos do vinil, do K7, quando todas as descobertas eram sinônimos de conquistas árduamente vencidas. Época em que nas salas de nossas casas, colocávamos o K7 que um amigo nosso acabou de nos descolar. Ao invés de Nero, era uma fita K7 passando música para uma fita virgem. Sim, são os velhos tempos onde pirataria significava roubar embarcações pelos lados do oceano Índico ou pelos mares do Caribe.

E de repente a internet chegou. Os primeiros anos não nos revelaram nada, além de jornais on-line, salas de bate papo, o Mirc... e sim, alguns sites pornôs. A lentidão da internet discada ainda não empolgava as possibilidades de downloads de músicas, porém tudo foi evoluindo. Fazem 10 anos que utilizo a internet, e a evolução não foi aos poucos. De repente o Napster apareceu e a explosão de possibilidades aconteceu. Sites de música foram se multiplicando, nos mantendo atualizados dia à dia sobre o mundo em que vivemos, o mundo pra onde fugimos, esse mundo maluco da música. E hoje temos milhões de formas de conhecer novos sons, novos estilos e por aí vai.

Dentro dessas possibilidades, li um artigo sobre uma banda chamada Zutons. À princípio, não coloquei muita fé, afinal, tem mais bandas nascendo (The Isso, The Aquilo) do que gente nascendo na China. Baixei o disco "Who Killed..... the Zutons?" sem a mínima pretensão, apenas pela curiosidade de quem tem como hobbie vasculhar a net atrás de sons velhos e novos. Logo de cara me deparei com um início de guitarra na faixa "Zuton's Fever" que te faz pensar: "Peraí caralho, acho que isso é interessante". O som foi rolando e cada vez mais me convencia que havia encontrado um tesouro. O vocal forte é equivalente ao poder do som deles, que se mantem em todas as faixas desse primeiro disco. A música Pressure Point é um verdadeiro sucesso, com uns trechos vocais embelezando todo o ambiente musical criado com guitarras estonteantes, baixos pesados (clara influência do Soul, R&B e toda aquela cena Motown dos anos 70). A viagem sonora é incrível e quando você nota, o botão repeat já está acionado em seu iTunes.

Passaram alguns meses e em 2006 os caras lançaram o disco "Tired of Hanging Around". Demorou um tempinho pra eu achar, mas os caras não deixaram a peteca cair, muito pelo contrário, desceram a pancada na peteca e mesma subiu alto, muito alto. As faixas vocais se mantêm e com maior intensidade. O sax da bela Abi Harding dá aquele toque de jazz-rock, algo que está faltando no pobre cenário indie-rock atual. Harmonias vocais parecem cada vez mais tomar conta do rock (vide TV on the Radio). Pelos deuses, não consegui tirar da cabeça a música Valerie, desse novo disco. Com certeza é a música mais marcante do disco, com um refrão daqueles que grudam na sua mente.

Mas toda essa pegada forte de soul, baixos marcantes e graves, jamais me lembrariam a fria Inglaterra, porém acredite: os caras são da mesma terra dos Beatles. Sim, Liverpool que testemunhou o nascimento dos Beatles, Elvis Costelo, Echo & the Bunnymen testemunhou em 2002 o nascimento dessa banda, que óbviamente não chega aos pés das bandas citadas, porém tratam-se de um prodígio nesse nosso "novo rock".

Em tempos que perdemos uma referência músical tão grande como James Brown, soa bem ouvir uma banda tão nova tocando um som tão James Brown.

by Felipe Pipoko

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

A (Falsa) Melancolia Brasileira

Ouvir Joy Division em plena rua de uma metrópole brasileira não é a mesma coisa que ouvir em Manchester, por exemplo. Por mais que o céu acinzentado se assemelhe a um típico dia inglês, não é a mesma coisa. Por mais que um vento frio, estilo europeu, nos faça tirar aquele casaco do armário, não dá pra comparar. O povo brasileiro é único.

Estava eu ouvindo a manjada, porém perfeita Love Will Tear Us Apart do Joy Division em um ônibus pelas ruas de São Paulo. Por mais que essa música te faça pensar, pensar e desanimar em muitos pensamentos, a melancolia é artificial. Uma das ruas que o ônibus passa, é uma rua sofrida, com dois hospitais públicos e um hospital que trata o câncer de crianças. Cara, se você quer ter motivos pra se deprimir com sua existência, pegue esse ônibus. Cada parada é um caso drástico que se apresenta na entrada do ônibus. Crianças totalmente retardadas, aleijados, cegos e uma infinidade de doenças de pele. Cenas como essa fazem o suicídio de Ian Curtis parecer besteira. Mas é incrível como a melancolia das desgraças da vida parecem não afetar esse povo, que está rindo, se não é uma gargalhada é uma expressão de esperança refletida num pequeno sorriso. Gente que teria tudo pra se enforcar como Curtis fez, mas não o faz, porque seja por convicção religiosa (suicídio é pecado mortal) ou seja pela esperança que nunca morre, esses brasileiros não desistem nunca (porra de frase filha da puta).

Por isso colocando esse assunto numa ótica musical, não vejo o motivo para expressarmos um cunho melancólico em nossos rocks. Claro que pessoas nascem depressivas, isso de fato é a doença do século XXI, mas muito do que se escreve, essa onda emocore que varreu muitos jovens é puro teatro, puro modismo, pura falta-do-que-fazer. A tristeza da vida, os traumas de um passado tenebroso têm que ser repassados em canções, afinal, quem canta os males espanta, mas toda essa orgia depressiva que assombra a sociedade, porra, isso é pura mentira. Pessoas estão escolhendo o nome “depressão” pra intitular seu estado emocional. Pelos deuses, a depressão foi banalizada, foi escolhida como o hype da juventude desse novo século. É ridículo ver tão pouca sinceridade nas letras que se multiplicam a cada dia (parece que existe uma máquina replicadora de músicas exageradamente emotivas), ver tanta gente que termina um namoro de 2 meses e diz que vai cortar pulso. A molecada tá foda, pessoal! Existem dois caminhos para o futuro: boa parte dessa trupe vai crescer e lembrar desses tempos com uma vergonha fodida e a outra parte vai montar banda, criar raízes nesse movimento e viver disso até o dia que notar que é um cabaço, babaca que desperdiçou sua vida num movimento pra lá de furado.

Temos que entrar numa concordância: emo já é algo que não merece nem nossa mais fraca apreensão. Porém a cada dia cresce a valorização pelo sentimento mais profundo e obscuro do ser humano: a tristeza. É bom saber lidar com tudo isso, se situar, afinal, moramos num país tropical, abençoado por Deus, bonito por natureza, sim, em fevereiro tem carnaval caralho! O povo sofre, mas sabe rir. Não fujamos disso.

by Felipe Pipoko

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Psicho Party!


Psicho Party - A festa mais BeijosMeLiga de PoA!
rock//psicodelia//popices

Venha perder a noção na pista dançando o que há de mais louco!
Line up:
Mary Farias (Dynamite)
Becker (GVT)
Dani Hyde (Roque Town - Lasciva)
Pielke (GVT)
Quando? 20/01/07.
Onde? no Laika Mini Club (cadelinha safada).
Custo da Internação?
12$ 8$ lista (lista@gbmag.com.br)



Comunidade da festa no orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=25052384


Traga atestado de saúde mental (carimbo e assinatura de psiquiatra ou psicólogo) indicando os tipos de psicoses e ganhe isenção do ingresso*

by Mary Farias

terça-feira, novembro 28, 2006


República Castelo de Grayskull-Limeira

R: Egisto Jose Ragazzo, 426, Jd Nova Itália, Limeira

Dia 16 de Dezembro, à partir das 19hs.

Com as bandas Ctrl+Alt+Hell (SP), Space Little Rabbit (SP), Canções para um Mundo sem Humanos (São Carlos) e Isso não é Sexy é Animalesco (Campinas).

Venda de bebidas no local (breja 1.50)

Entrada grátis!

Tá pelo interior? Dá uma passada lá, caraio!

by Felipe Pipoko

quinta-feira, novembro 23, 2006



Também va ter show do Ctrl + Alt + Hell!

Junto com Slowliness...

É rock em dose dupla, man!

quarta-feira, novembro 22, 2006

Slowliness AO VIVO!


Slowliness ao vivo... coisa pra poucos, cara.

Vale a pena ir!

Se quiser ir, ta aí o flyer pra você se orientar.

by Felipe Pipoko

terça-feira, outubro 17, 2006

7ª Brahmod – A noite das mil danças.



Depois do estrondoso sucesso da última festa, com a presença de mais de 350 pessoas, a sétima Noite Das Mil Danças chega em clima de Jovem Guarda.

A Brahmod tem o orgulho de apresentar um dos melhores atos covers de Roberto Carlos do país, a banda RC6. Venha curtir, cantar e dançar ao som dos antigos sucessos do nosso rei, com destaque para os lados B que você nunca imaginou que iria escutar ao vivo e para algumas outras canções perdidas dos anos sixties tupiniquins.

Com a tradição de não deixar ninguém parado, os nossos DJs capricham na seleção e tocam as melhores pérolas do Soul, 60s Beat, Psicodelia, e Jovem Guarda. Para aqueles que não possuem as edições anteriores da Coletânea das Mil Danças, uma surpresa: durante a festa, alguns volumes antigos serão sorteados!!!!

Lembrando que os 10 primeiros a chegarem ganham a quinta edição da coletânea das Mil Danças. A entrada com desconto é somente para aqueles com nome na nossa lista de desconto do Orkut.

Convide o seu broto e venha dançar!!!

SERVIÇO:

7ª BRAHMOD - A NOITE DAS MIL DANÇAS

Data/Hora: 21 de outubro (Sábado) às 23h

Local: MOSH (João Pessoa, 1355)

Preço: R$ 8,00 até a meia noite(CDs grátis para os 10 primeiros) e para aqueles com o nome na lista R$ 10,00 após a meia noite

DJs: CARTIER, MODFATHER, PESCE & TIAGODELIC - tocando as relíquias da década de 60(SOUL, NORTHERN SOUL, 60s BEAT, PSICODELIA, JOVEM GUARDA)

Shows: RC6 (Roberto Carlos)

Lembrando que a entrada com desconto é só para os que estão na LISTA VIP na nossa comunidade no Orkut:

Brahmod: A Noite Das Mil Danças http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12354932

VEJA AS FOTOS DAS NOITES ANTERIORES: http://ubbibr.fotolog.com/brahmod/

by Mary Farias

segunda-feira, outubro 16, 2006

Um pouco de Plato Divorak

Há quem diga que Porto Alegre respira rock e é um bom mercado de "novos e usados" na música, mas há quem diga também que aqui tem muito regionalismo e pessoas com cabeça fechada. Eu, no entanto, acredito que há algum tempo deixamos o regionalismo um pouquinho de lado e abrimos nossas mentes mais um pouco. E é impossível falar da cena musical porto-alegrense sem falar do ilustre Plato Divorak. Bastante conhecido no meio artístico da capital, Plato já trocou figurinhas na noite com muitos músicos que fazem a cena porto-alegrense ou que estão de passagem por aqui. Sua sonoridade rebusca a década de sessenta, sempre abusando da psicodelia, principalmente em suas letras. Uma personalidade incrível.
Leia a seguir uma breve entrevista falando um pouco sobre sua carreira, influências e seu novo projeto "Plato Divorak & Clepsidra":

Mary: Plato, fale um pouco sobre o início da tua carreira.

Plato: Adolescência marcada por psicodélicos como The Doors, Syd Barrett, Yes; morteiros como Velvet Underground, Stooges, O Terço, jovem guarda, vanguarda paulistana, direcionando a atenção para a primeiras formações elétricas no interior, no caso a cidade de Novo Hamburgo, com poesia beatnick, musas como Siomara, Simone e Michelle; iguais a mim na forma de pensar e a minha postura quase profissional de cantar.


Mary: Dê um top 5 dos melhores artistas de todos os tempos.

Plato: 1 - Arthur Lee
2 - Iggy Pop
3 - David Bowie
4 - Brian Wilson
5 - Arnaldo Baptista


Mary: Qual foi o melhor lugar que tu já tocou?

Plato: Salvador, em show solo com muitas pessoas observando, o lugar parecia um aquário, eu tinha lá amigos como o pessoal do Brincando de Deus, da Inkoma (não comi a Pitty) e lisergia (os caras me deram ácido). Não lembro o nome do lugar, uma espécie de neblina verde entorpecia o ambiente. Foi um show no fim de tarde.

Mary: E qual o palco dos teus sonhos?

Plato: Ele tem que ser espelhado e giratório, eu estou tocando a minha guitarra sobre um almofadão de cetim, o corpo de mulher belicosas está sobre a minha frente, uma lado a lado, verdadeiras odaliscas de sonho e um negão está no canto sentado na posição de lótus com um enorme pau na mão, pronto para bater na mulherada. É um palco psicodélico à la Pink Floyd 67.


Mary: E esse projeto com a banda Clepsidra, como está sendo?

Plato: O mais excelente possível. Estamos lançando um single pelo selo senhor f, ele contém três músicas. "Úrsula", "A Dança Do Exciter" e a experimental "Beatlesqueology". Estamos constantemente reinventando a nossa própria música, mesmo tendo apenas um ano e meio de estrada. As influências são Pop Art, Soul Music, Rock´n´roll underground, delinquência juvenil, frascos de HQ, cinema udigrudi, poesia agressiva e toda a forma de psicodelismo. Já tocamos em Sampa, Floripa, Curitiba e queremos chegar a um número maior de pessoas, pois somos o MC5 de nossa geração!


Mary: O que tu acha que está faltando atualmente na cena rock gaúcha?

Plato: Talvez visceralidade. Qualquer garoto rasga a blusinha para se tornar um grunge-man. E por muitos caminhos que estas voltas dêem, ele não conseguirá a arma secreta X do rock´n´roll. Falta muito. 70% é puro lixo, sem alma, organização e culhões.


Mary: Conte-nos sobre os planos para 2007.

Plato: Estou lançando meu terceiro disco solo chamado Besta Luminosa pelo selo paulistano Peligro Discos com material inédito, com direito a covers de Pink Floyd e De Falla. Músicos do calibre de Metamorfose, Astronauta Pinguim, Edu K, Analógicos, estão ali tocando músicas comigo, jams e hits, de forma livre. São músicas desde 1997 até 2002. Quero divulgar este disco para muitos lugares. Espero lançar também o disco da Clepsidra com distribuição nacional.

by Mary Farias

segunda-feira, setembro 18, 2006

Trail of Dead lança disco novo em Outubro

Depois do arriscado e controverso Worlds Apart (2005 – Interscope Records), os roqueiros de Austin-Tx, estão prontos para desbravar novos caminhos musicais. “So Divided” novo disco, chegara ás prateleiras no dia 23 de Outubro, data que inicialmente seria três semanas antes. O disco Worlds Apart vazou na internet um semestre antes de sua distribuição oficial, e devido á diferença em relação aos trabalhos anteriores da banda, dividio a opinião dos fans, mesmo assim o disco chegou a marca de 50.000 copias vendidas.

Conrad Kelly, vocalista e guitarrista, falou em uma entrevista para a Rolling Stones, que a banda se prepara para uma turnê com o Blood Brothers. Quando questionado sobre a reputação dos energéticos e explosivos shows da banda, Conrad respondeu: "I started to get annoyed when it felt like a routine. I'm not angry in the same way. I was when. I was young. That'd be the kiss of death. It's like what Quincy Jones always said, 'You don't write for money. You write music that makes you shiver.'

A produção do disco teve a ajuda de Mike McCarthy, algumas das faixas já anunciadas são: Stand In Silence, Wasted State of Mind, Naked Sun, The Goldheart Mountaintop Queen Directory (Guided By Voices), Witches Web (com coros de Amanda Palmer, dos Dresden Dolls), Eight Days in Hell, Life e Sunken Dreams.
O grupo, formado em 1994 em Austin (Texas), lança agora o seu quinto álbum, após: And You Will Know Us By the Trail of Dead (1998), Madonna (1999), Source Tags & Codes (2002) e Worlds Apart (2005), a Banda também lançou o EP The Secret Of Elena´s Tomb.

por Valter Lemos

quinta-feira, setembro 07, 2006

O que seria do rock sem a psicodelia?

É com prazer que recebemos mais uma integrante em nosso blog. A Mary Farias se disponibilizou à escrever sobre as novidades do underground de Porto Alegre, ou melhor, do Rio Grande do Sul, que tem uma cena riquíssima em questões de rock. Tive a oportunidade de morar por um tempo em algumas cidades do RS e com posso dizer: o pessoal lá RESPIRA rock, EMANA o rock. Seria injusto nos limitarmos ao perímetro paulista, deixando de lado tantas grandes bandas! Mary, seja bem-vinda!

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Porto Alegre não tem só Júpiter Maça, o very very psicodelic da Capital. O sub-estilo psicodélico, que quebra qualquer padrão do estilo musical mais sem padrão, o rock´n´roll, tem conquistado cada vez mais seguidores, fazendo surgir novas bandas insanas que experimentam e brincam com música, ao mesmo tempo que fazem um ótimo e responsável trabalho. E psicodelia não é só som, é atitude, é desprendimento e piração. É criar um novo imaginário em que todos participam, é criar mundos dentro de mundos com uma simples - ou nem tão simples assim-melodia. Os "psicodélicos" de POA rebuscam a moda, música e comportamento dos anos 60, misturando algumas tendências dos mods, sem nunca perder o toque contemporâneo dos 00's. Não seriam então psicodélicos "puros", seguindo a risca as definições. Porto Alegre estaria dando origem aos "neo-psicodelics"?

Mas teoria não é tudo, e a questão principal aqui é a música. Uma banda insana que vem fazendo um ótimo rock psicodélico e tem simbologias até no nome, é a DexTER sINister, banda aqui de Porto Alegre que mistura desde um "baião-psicodélico-apocalíptico, até um punk rock-progressivo-garageiro, com bastante recorrência de tons menores, exprimindo uma latente melancolia de existir, rindo com escárnio da dor, debochando com um sarcasmo impiedoso e ironizando constantemente tudo e todos, mas sem deixar a peteca cair e sem perder o bom humor, afinal, proporcionar diversão também faz parte do negócio".*

A definição dada pelos membros da dexTER em relação a banda foi extremamente interessante, típico de bandas psicodélicas: "As influências para a sonoridade da DexTER sINinster são inúmeras: tudo o que é mutante, tudo que se transforma, que não é estanque, assim como as contradições mundanas, a ambigüidade das coisas, o passadopresentefuturo ...tudo isso é matéria prima pra banda, que carrega esse existencialismo já no nome, extraído do latim Dexter (direita) e Sinister (esquerda)."

A atual formação da banda (que já passou por diversas mudanças) é a seguinte: Waltz Vagner no baixo e vocal, Kellen Z. na guitarra e vocal, [Man-Machine] no teclado, backing vocal,guitarra e programações, e Ponk Frederico na Batera e backing vocal.

O som da DexTER sINister você pode conferir em:
http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=7799 .

A DexTER também tem comunidade no orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=114344

A segunda psicodelic band que está dando o que falar na cena porto-alegrense é "Os Incríveis Balões de Gás". Na verdade “Os Incríveis Balões” são de Gravataí, cidade metropolitana de POA, mas já se apresentaram em várias casas de show de Porto Alegre, como o Garagem Hermética, por exemplo. A banda conta ter influências de artistas como Rolling Stones, Júpiter Maçã, Edgar Allan Poe, Beatles, Mutantes, Pixies, Space Rave, Tim Burton, Cascavelletes, Iggy Pop e Syd Barret, afirmando que suas vertentes artísticas não se resumem apenas à música, passando também por cinema, literatura, etc. Com o lançamento do seu primeiro single, o "Besouro Suco", a banda já reúne vários admiradores de Porto Alegre e sua região metropolitana, onde realizam muitos shows também.

A quarteto é formado por Fábio Fantasma na guitarra e na voz, MarceloEfe na guitarra e na voz também, Vinicius Cowtias no baixo e vocal e Gabriel Bean na batera.

Com toda a sua atenção voltada às composições próprias, Os Incríveis Balões de Gás já estão preparando o segundo single e uma turnê pelo interior do estado e declaram estar prontos a todos os "novos convites e propostas, por mais indecentes e inusitadas que possam vir a ser".**

O som da banda também está disponível no trama virtual: http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=40760

E para os “orkuteiros” de plantão:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=6441467 (a descrição da comunidade é surreal!).

by Mary Farias (nossa correspondente em Porto Alegre)

quarta-feira, agosto 09, 2006

ESPAÇO EMPÓRIO RETRÔ!




Finalmente vamos inaugurar nossa marca, a Empório Retrô.

E novidade não para por aí: teremos um espaço pra outras marcas e artistas exporem seus trabalhos, tudo num clima de descontração e DJs discotecando o melhor do rock.

Grifes participantes: Badalhoka, Um Vintém, 300 Bones entre outras. Preços acessíveis, o bar estará aberto. Passe lá pra conversar com a gente! Vale a pena passar por lá! Fica na DJ CLub, na Al. Franca, 241 - Jardins (travessa da r. Pamplona). Funcionará no sábado, dia 12 das 15:00hs até às 20:00hs! E fique pra balada na DJ! Espero você lá!

segunda-feira, agosto 07, 2006

Superdrag: um dos pilares do nosso rock atual (Lemon Covizze)

Definir o som do Superdrag? Nada fácil, com influências tão diversas. Agregando elementos de bandas dos anos 60 como o pop dos Beatles e do Big Star, a psicodelia do The Zombies, aliado a guitarreira do My Bloody Valentine e a veia punk do Hüsker Dü e dos Replacements , o Superdrag conseguiu uma mistura única e variada, que vai desde as melodias pop agradáveis , passando por guitarras gritando e baladas introspectivas.
A banda seguiu tocando ao vivo pelos arredores de Knoxville, sua cidade natal e em 1995 lançou o lendário EP "The Fabulous 8 Track Sounds of Superdrag", pela gravadora Darla Records. O EP obteve excelente repercussão com a crítica, o que deu origem a um leilão de grandes gravadoras para assinar com o Superdrag, que optou pela Elektra Records, que nessa época caçou bandas do cenário alternativo para suprir a falta do Nirvana.

O álbum de estréia da banda, "Regretfully Yours", foi lançado em 1996. Obteve boas críticas e ainda trazia um single sério candidato a hit, a belíssima "Sucked Out". Em pouco tempo, a banda conseguiu destaque na MTV e nas rádios com "Sucked Out" e o disco atingiu 300mil cópias vendidas. No entanto, o segundo single, "Destination Ursa Major" não repetiu a performance do anterior, freando a trajetória do álbum "Regretfully Yours" no mainstream. O Superdrag embarcou numa extensa turnê, tocando mais de uma centena de shows, que ganhavam popularidade aos poucos, embora as novas músicas apresentadas pela banda durante as apresentações causavam uma certa estranheza. Enquanto o pop fácil de "Regretfully Yours" se tornava a marca da banda (evidenciado pelo ensolarado single "Sucked Out"), as novas canções (boa parte delas baseadas em piano) eram mais sofisticadas e obscuras.

O difícil segundo álbum, lançado em março de 1998, "Head Trip in Every Key" é bem mais ousado que o disco anterior, com trechos orquestrados, instrumentos requintados e tempos variados. Davis incorporou ao som do Superdrag, além do piano, o theremin e a cítara. Em uma das músicas, "Schuck & Jive", que apresenta elementos dissidentes dos Beach Boys, Davis canta sozinho harmonias de cinco vozes.

Embora o disco tenha recebido críticas melhores do que em sua estréia, a gravadora Elektra já não estava entusiasmada com o Superdrag, empenhando praticamente nenhum esforço na promoção do disco. Até mesmo o orçamento para o videoclip de "Do The Vampire" não foi aprovado, com a gravadora optando utilizar a verba para um video de uma banda techno, considerada mais comercial. Sem um single tocando nas rádios e MTV, o disco sumiu das paradas rapidamente, assim como ficou difícil agendar shows.
Agora você que esta lendo isso talvez esteja se perguntando, como uma banda desse peso pode ser considerada uma banda de 'one hit wonder'?

Com a falta de apoio da gravadora, o Superdrag coloca no mercado de forma independente a coletânea "Stereo 360 Sound", que reúne as demos dos primórdios de sua carreira, os b-sides dos singles e sobras de estúdio. De certa forma, "Stereo 360 Sound" renovou o ânimo do grupo, que retornou ao estúdio para gravar seu terceiro disco. No entanto, as pressões intermináveis para que a banda gravasse "hits" fez com que o Superdrag rompesse definitivamente com a Elektra. Frustrado com a situação, o baixista John Pappas abandona o Superdrag se dedicar ao Flesh Vehicle, projeto-paralelo que ele já havia montado há algum tempo.

Sem perder tempo, o Superdrag chama o baixista Sam Powers, que tocava na banda Who Hit John, de Nashville, para integrar o grupo. Em 1999, a banda abre o seu próprio estúdio, Knoxvegas, e inicia os trabalhos no seu terceiro álbum. "In The Valley of Dying Stars", que combina elementos dos dois primeiros álbuns, a energia de Regretfully Yours e os arranjos mais elaborados de "Head Trip in Every Key". O disco passou longe do grande público, mas foi bem recebido pelo circuito alternativo, onde parece ser o destino definitivo do Superdrag. O álbum foi lançado em 2000 pela Arena Rock Recording Company, recém-inaugurada gravadora independente de Nova York.

No ano seguinte, a banda lança um EP no Japão, contendo cinco novas canções e cinco regravações, incluindo aí covers para Kinks e Replacements. O álbum, chamado "Greetings from Tennessee", saiu pelo selo que lançou "In The Valley of Dying Stars" em território japonês, e foi gravado parte em Tóquio, e parte no estúdio da banda, em Knoxville.

Desse mesmo EP são aproveitadas três musicas Take Your Spectre Away / The Emotional Kind / I Guess It's American, que se juntam com mais três canções da banda The Anniversary, saindo assim um EP The Anniversary / Superdrag Split Vagrant Records em Novembro de 2001.
Em 2002, é lançado "Last Call For Vitriol", também pela Arena Rock, seguido de extensa turnê. Mais um sólido trabalho que consolida a atual posição do Superdrag, onde as trapalhadas de gravadoras grandes ficaram definitivamente para trás.

Agora chegamos ao fim da turnê o que vamos fazer? Vamos cada um tocar seus projetos e continuar a sermos bons amigos e fazer churrascos... E foi assim que cada um seguiu seu caminho, John Davis está com seu projeto solo onde canta musicas gospel e lindas canções de amor, Don Coffey, Jr montou seu próprio selo Independent Recorders em Knoxville, Brandon Fisher está feliz com sua família o mesmo serve para Sam Powers, é triste o fim? É, mas nunca eles afirmaram um fim, nos resta esperar a volta! E eu torço os dedinhos todo dia para isso.

by Lemon Covizze (contato: covizze@hotmail.com)

Que tal dar uma olhadinha no clipe do hit "Sucked Out"? Esse clipe é foda!

quarta-feira, agosto 02, 2006

Mando Diao - invasão sueca?

Você pode ter ouvido falar deles, que os caras são fodas, as composições de suas músicas e letras são muito boas... que os caras soam como os Beatles. Poxa, tem muita coisa rolando pela imprensa da crítica musical. Pelos deuses, eu acho 90% das coisas um exagero de fazer você rir. Cara, eu não tenho diploma de jornalismo, mas pelo menos um senso musical, ah, isso eu tenho. Ter senso musical não é ter gosto musical apurado, até porque ninguém é ALGUÉM pra julgar gostos musicais. Gosto musical é igual leproso, é intocável. Mas então, ter o "mínimo" senso musical ao criticar um som, é não fazer aquele alarde todo pra cima de bandas que estão começando. Ok, muita gente nas gerações anteriores corresponderam às expectativas, como os Ramones o fizeram entre outras lendas do nosso bom rock. Mas foram poucas. Se levarmos em consideração o número de bandas que já passaram pela cena e se foram sem marcar época, ou pelo menos sem lançar um hit, você ficaria de boca aberta. Tietar novas bandas ao ponto da extrema idolatria é coisa de quem não entende de som. Eu por exemplo, vejo o Lúcio Ribeiro de peruquinha chanel gritando pelos Beatles nos anos 60. Pode ter certeza, se ele fosse adolescente naquela época, ele seria uma daquelas tietes malucas beatlemaníacas! hahahaha!

Depois do alerta inicial, vamos falar do que interessa: o som do Mando Diao. Essa banda nasceu em 99, na cidade de Borlänge, na Suécia, cidade recorde em assassinatos e tráfico de drogas (hahaha! o recorde da Suécia deve ser o índice de assassinatos e drogas de uma cidadezinha do interior do Amapá!) . Os líderes da banda, ou melhor, escritores das músicas Daniel Häglund, tecladista e Björn Dixgärd, guitarrista já tocavam juntos em 95 numa banda chamada Butler. A banda acabou, mas eles continuaram em parceria, tocando e escrevendo músicas juntos. Tempos depois o baixista Fredrik Nilsson, guitarrista Gustaf Noren e o baterista Anton Grahnstrom foram incluídos na formação; Nilsson e Grahnstrom foram substituídos por Carl Johan Fogelklou e Samuel Giers e finalmente, eles formaram o Mando Diao.

Häglund e Dixgärd costumam ser comparados à Paul McCartney e John Lennon do Beatles, pela parceria, pelo fato de comporem as letras e sons e por serem polêmicos. Geralmente eles (a banda inteira) tenta se igualar aos carinhas de Liverpool com algumas pérolas: "ver o Mando Diao ao vivo é como ir a uma igreja. Nossos fãs nutrem por nós o mesmo sentimento que as pessoas nutrem pela religião" ou "nós honestamente acreditamos que nossas canções são melhores que as canções dos Kinks, Who ou ainda Small Faces. Podem até ser melhores que muitas canções dos Stones ou Beatles, ou iguais a elas. Nós competimos com as melhores bandas do mundo". Excesso de confiança é o que eles mais têm. É claro que o som dos caras jamais será igual ou melhor que o dos Beatles ou Stones, isso beira à blasfêmia. É claro que você pode ligar pontos do som dos caras da Suécia e dos caras da Inglaterra. Você sente uma intensidade gigantesca na música deles, aqueles yeah, yeah, yeah que vez em outra enchem suas músicas de entusiasmo. Se você ouvir a música P.U.S.A vai ser difícil não ver influência viva dos Beatles no som deles. A influência dos caras é muito boa, como você pode ver, bandas da invasão britânica se fazem presentes em muitos momentos da banda, mas você encontra coisas mais antigas também, como o blues (ouça a música Motown Blood) que ilumina muitas das canções deles e aquele folk tímido (ouça Lauren's Cathedral) que tem pitadas de Dylan e Cash. Existem algumas que viraram hits como Sheepdog, Mr. Moon, The Band, Cut the Rope, Clean Town. Essas aí são boas pra vocês sentirem a pegada da banda, que varia muito da extrema gritaria com seus YEAHS em Sheepdog e flutua com a tranqüilidade de Mr. Moon ou To China with Love que é muito boa. Quando eu discoteco, costumo avaliar a reação das pessoas ao ouvirem um novo som, e ao executar duas deles, a recepção ao som foi ótima, com várias pessoas perguntando que som era aquele. O legal disso não é se sentir o "Mr. Hype" se sentindo descolado e cool ao mostrar um novo som, mas revelar esse som, que é bom, pro pessoal ouvir e quem sabe esquecer alguns trastes que perambulam pela mídia. É um verdadeiro bem que faço ao rock!

Comparar o som deles com bandas atuais, bem, é foda. Mas podemos achar rastros de pop sueco no som deles, e podemos ligá-los ao Hives, Hellacopters e quem sabe um pinguinho de Caesars... já tivemos a invasão britânica nos anos 60. Seria a ocasião pra uma invasão sueca? Não, não...

Site Oficial:
http://www.mando-diao.com/en/

My Space:
http://www.mandodiaoband.com

segunda-feira, julho 31, 2006

Stars of Track and Field: quase hipnóticos

Uma tendência crescente no "novo rock" é acrescentar batidas digitais nas músicas. Claro que isso não é novidade, é só lembrar que nos anos 80 era difícil encontrar bandas sem aquela batidinha típica da década, proporcionada por uma bateria elétrica. Hoje em dia, as batidas digitais são bem diferentes, principalmente se tocarmos no quesito qualidade. Bandas e mais bandas aparecem no cenário indie dos EUA e estão se saindo bem, obrigado. Ghostland Observatory e The Fever são gratas surpresas que podem ser citadas aqui (não deixe de procurar essas duas bandas).

O Stars of Track and Field (não é a música do Belle and Sebastian que leva o mesmo nome) está entre essas bandas que surgiram nessa década que seguem essa tendência e apresentam um som despojado e repleto de influências que vêm do post-punk, new wave e vai até o Radiohead. Acredite, as batidas digitais dançam uma valsa fodida com a guitarra, formando uma atmosfera densa, formando um rock sólido, embora seja interrompido com trechos de vocal suave acompanhado de piano, como podemos notar na música With You. Se você ouvir Say Hello e fechar os olhos durante introdução que termina com a guitarra dando uma "sapatada na sua nuca", você vai notar a musicalidade aflorando em todos os canais possíveis. Os solos durante essa música são nostálgicos, o desempenho do vocal, o tempero que as batidas digitais dão, poxa, te fazem pensar: onde essa banda estava que eu não encontrei antes? O som deles também se mostra muito maduro durante canções mais calmas, como é o caso de Let Ken Green, quando os instrumentos e vocal suave, criam uma harmonia poucas vezes vista, quase hipnótica. Foreign Snow tem um desfile de som com a guitarra acústicas e vozes em perfeita sinfonia. É som para poucos.

Esses caras de Portland (Oregon, EUA) lançaram seu primeiro EP chamado "You Came Here for Sunset Last Year" e chamou a atenção da mídia especializada lá na América. Rádios independentes tocavam o som deles e divulgavam shows que não paravam de ser marcados (e como de costume, eu os achei na KEXP, rádio de Seattle). Você pode ver que a agenda dos caras está lotada, no MySpace. Eles contaram com bons produtores para essa EP, como Tony Lash (já produziu Dandy Warhols e Elliot Smith) e Jeff Saltzman (que já produziu o ex-pavement Stephen Malkmus), ou seja, trabalho sério e que deu frutos. E o maior fruto de todos é o primeiro álbum deles, o "Centuries Before Love and War" que contém algumas faixas do EP como Arithmatik, Say Hello e With You. Mas contém inéditas como Movies of Antartica, Century e Real Time (essas três você pode ouvir na íntegra lá no My Space deles). São canções que não fogem à linha do EP, complexas (no bom sentido) em suas composições sonoras e vocal intocável. Note algumas distorções de guitarra na faixa Century, nada mal, hein?

É legal ouvir os sons no MySpace, porém estou disponibilizando o EP deles. Vale a pena baixar e guardar. No MySpace só o a música With You pode ser baixada. (Você vai precisar do programa WinRar, uma espécie de WinZip)
http://rapidshare.de/files/27673697/Stars_of_Track_and_Field.rar.html

My Space:
http://www.myspace.com/starsoftrackandfield

domingo, julho 30, 2006

Mates of State: experimentalismo ao extremo

Pra quem não sabe nada sobre os aspectos técnicos da banda Mates of State, esse grupo é mais uma no cenário do rock alternativo. Guitarras, baixo, bateria, quem sabe um tecladinho e um vocalista. Mas aí que mora o erro. Esta banda, ou melhor, essa dupla, é composta por uma tecladista-vocalista e um baterista-vocalista. Formados em 1997 em Lawrence, no estado de Kansas, EUA, esses dois músicos já passaram de "promessa" pra "realização". Capazes de enganar ouvidos distraídos, Kori Gardner (tecladista e vocalista) e Jason Hammel (baterista e vocalista) ambos tocavam guitarra antes de formar a banda.

É incrível como os dois, encontram harmonia perfeita não só nos instrumentos, como nas vozes também. Um som, como eu havia dito, experimental é bem diferente de tudo que você já ouviu. Às vezes você pensa estar ouvindo algum som do Belle and Sebastian, de repente acha que está ouvindo algo do Spoon, mas definitivamente não há nada igual ao Mates of State. É claro que não estou dizendo que eles são incomparávies, geniais, usando adjetivos "lucioribeirinos"(se é que vocês me entendem), mas que essa banda tem tudo pra te impressionar, ah, ela tem!

Eles lançaram nesse ano de 2006 o álbum Bring it Back, o quarto da carreira deles, que sucede os três anteriores: My Solo Project (2000), Our Constant Concern (2002) e Team Boo (2003). Se eu pudesse recomendar algum álbum, recomendaria o Team Boo. Foi o que mais me marcou e ele serve como referência para notar evoluções nesse último disco. Os dois primeiros seguem uma linha mais tímida, típico de primeiros trabalhos. Team Boo já mostra uma confiança maior da dupla em seu trabalho. E o Bring it Back só coroa a banda com criatividade e vitalidade, em todas as músicas. Poderia indicar nesse último disco as músicas Think Long, Fraud in the 80s, Beautiful Dreamer e For the Actor, destaque pra essa última, com bateria cheia de energia e o teclado jorrando notas em sequência, sem parar.

Os caras experimentam e estão se saindo bem. E vocês? Que tal experimentar Mates of State?

MySpace:
http://www.myspace.com/matesofstate

Abaixo, um clipe da música Fraud in the 80s... vocês irão viajar com esse clipe!

sexta-feira, julho 28, 2006

Crystal Skulls - Ouça e relaxe

Se eu fosse perguntar pra um "pseudo-indie" daqueles bem "pseudo-intelectual" o que ele acha do Crystal Skulls ele me diria: "aff, isso é tão 2005!". Sim, isso vive acontecendo comigo, acreditem! Sim, o Crystal Skulls apareceu em cena no ano de 2005, lá na fantástica Seattle, berço de muito som fodido. E foi ouvindo a KEXP, rádio de Seattle, que descobri essa banda que soa limpa e relaxante. Aliás, já que toquei no assunto, eu acho que todos deveriam cultivar o hábito de ouvir rádios gringas... lá no Windows Media Player, na parte de rádio, você busca por indie rock e ele vai te listar uma pancada de rádios legais de todos os lugares do mundo. Pelo menos você fica antenado em sons novos. Mas voltando ao som dos caras, eles fazem um pop com distorção livre, e pra ser honesto, é foda você puxar uma influência dos caras, talvez ao captar o baixo nas músicas, você pense nos flashbacks dos anos 70, aquele "groovezinho", aquele povo todo dançando de calça boca de sino... puta merda... hahahaha! Você ouve na guitarra muito do blues, estilo delta e pode comparar o som deles ao som do The Shins, sim, se você curte Shins, com certeza gostará do CS. Christian Wargo assimila a leveza do som em seu vocal, leveza essa que anda de mãos dadas com as letras da banda, que geralmente falam de mulheres, sejam as mulheres deles ou mulheres de uma cidade cheia de fantasia (Away from Home), mas geralmente eles investem sua criatividade nas relações cotidianas entre homens e mulheres. Confesso que não é o meu tema predileto, mas puta merda, o som dos caras é legal! Estou disponibilizando para download o primeiro disco dos caras, o Blocked Numbers de 2005. Fiquem atentos às faixas Airport Motels, Hussy, Weak Spot e Hard Party. Pra informá-los, eles já lançaram novo álbum em 2006, chama-se Outgoing Behavior, que saiu pela gravadora Suicidal Squeeze. Se quiser ouvir alguns sons desse novo disco, visite a página deles no MySpace, eles disponibilizam 3 músicas lá.

Baixe o disco Blocked Numbers (você precisa do programa WinRar - tipo WinZip)
http://rapidshare.de/files/27335222/Crystal_Skulls.rar.html


Site do Crystal Skulls:
http://www.crystallskulsonline.com
MySpace:
http://www.myspace.com/crystalskulls